O Futuro do Movimento Pop-Up

Por: @leticiabertelli

A presença de uma pandemia em 2020 mudou os paradigmas de consumo e estratégias de vendas para muitos segmentos da indústria da moda. A experiência de consumo presencial foi substituída pela potência e necessidade do online. Porém, passadas as primeiras ondas do Covid-19, empresas estudam a retomada das lojas físicas para acompanhar as vendas digitais. Considerando o espaço, a análise a seguir aponta futuras tendências de formatos e abordagens para retomar a interação da venda presencial.

Ao permanecer em casa por longos períodos de tempo e usufruindo da praticidade da compra online, o consumidor reestabeleceu prioridades e mudou paradigmas referentes ao que permeia o seu ato de consumir. Percebendo o novo movimento, especialistas de fontes como a WGSN, autoridade em tendências, já propõem medidas que ajudarão a atrair clientes e converter vendas.

O novo estado de interação com o consumo mostra-se focado na busca por experiências. A concretização da compra em si é apenas a parte final da jornada do consumidor. Durante o trajeto, há de haver interações que criem interesse pela marca ou produto, retenham a atenção e promovam emoções. Por fim, se bem-sucedido, o engajamento total se converterá em venda, disseminação da informação e associação pessoal com a marca.

Uma forma de atender às demandas atuais é por meio do movimento pop-up. Lojas nesse formato são desenvolvidas para atuar em um período de tempo específico, limitado, e cumprir com determinada função. Seja para marcar presença em determinada região ou para lançar produtos exclusivos, a pop up possui maior liberdade criativa para experimentação. Em um momento fundamental para obter crescimento de vendas após choques econômico-financeiros, essa é uma alternativa para reverter as perdas e aumentar o reconhecimento da marca, especialmente para conquistar novos consumidores.

O estudo de tendências “Visual Merchandising Forecast S/S 22” da WGSN aponta a importância de unir o espaço físico com o digital, em uma completa experiência omnichannel. Como exemplo de caso, o material exemplifica o fato com a inaugurada pop-up da marca Dazed Beauty, instalada na Selfridges, que contou com o uso de Inteligência Artificial para imergir os consumidores, simultaneamente, nos dois universos. Lojas pop-up são totalmente voltadas à experiência, sendo a projeção de identidade da marca de forma mais dinâmica, muitas vezes associada às decorações fotogênicas, colaborações com artistas, aperitivos e música.

Outro ponto relevante ao pensar na abertura de pop-up é a localização. Cada vez mais crescente, o movimento de localismo questiona os espaços mais badalados da cidade e promove a volta aos bairros mais intimistas. Com a pandemia, devido a impossibilidade de percorrer longas distâncias, as menores redes fortaleceram-se e o movimento continuará como cenário pós-Covid. Tudo gira em torno das trocas de valores, nas quais agora o “menos é mais” e o pequeno é valorizado. Temas relacionados à comunidade estão igualmente em demanda e as marcas deverão conceber eventos pop-up que vão além da esfera Moda. O segredo é trazer significado e relevância para criar a conexão emocional com os novos consumidores.

É necessário também pensar no nível de segurança requisitado para proporcionar conforto aos clientes dispostos a retomar às instalações. Isso significa atentar-se a meios de pagamento por aproximação, distanciamento social, limitação do número de pessoas atendidas simultaneamente, uso constante de máscaras, entre outros. O momento pede adaptação e formas inovadoras de atender às novas demandas.

O futuro das pop-ups poderá determinar melhorias financeiras, maior engajamento com o cliente e disseminação da marca para consumidores novos e já existentes. Um maior direcionamento a esse canal de vendas, juntamente com a tão importante criação de experiências, é estratégia a ser considerada para os próximos passos de projeção de branding e vendas.

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