Rio Ethical Fashion: o que rolou no primeiro fórum de sustentabilidade na moda do Brasil

Durante os dias 6, 7 e 8 de junho, aconteceu a primeira edição do Rio Ethical Fashion, fórum idealizado para discutir a sustentabilidade na moda brasileira. Para isso, mais de 30 nomes nacionais e internacionais foram levados ao IED-Rio e ao teatro Oi! Casa Grande para debater a fundo o assunto.

Para Fernando Pimentel, presidente do Conselho de Administração da Abit, é preciso combater a informalidade na moda. De acordo com estudos da Associação, 35% de tudo o que é consumido na moda brasileira tem algum nível de informalidade, total ou parcial. É esse panorama que acarreta o que também é conhecido como dumping social, ou seja, o descumprimento das leis trabalhistas e adoção de práticas desumanas de trabalho, que visam a redução do custo das peças e o aumento do lucro.

Assim, é preciso fortalecer a cadeia de produção, profissionalizar os trabalhadores e investir pensando não só em benefício próprio, mas em benefício universal. Outro ponto levantado por Pimentel, é que há uma grande diferença entre preço e valor. O pensar sustentável e atitudes verdadeiras em prol da Terra agregam valor.

Para Oskar Metsavaht, da Osklen, pensar sustentável é urgente e só alcançaremos a totalidade de um modo sustentável daqui a décadas, talvez séculos, mas o planeta não pode deixar para amanhã. Então, precisamos ser As Sustainable As Possible (tão sustentável quanto possível, em tradução livre).

Outro ponto levantado em mais de uma mesa é a importância da população industrializada e com alto poder de consumo reduzir o seu ímpeto consumista. Em uma sociedade ainda extremamente desigual, não é correto bradar que todos devem parar de consumir agora quando muitos sequer tiveram acesso a essa realidade. Portanto, o importante é que aqueles que têm acesso reduzam e repensem como consomem, dando espaço para que aqueles que ainda não chegaram a sociedade industrializada, possam usufruir dela quando chegarem a este ponto.

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