Quem foi Diana Vreeland?

por Claudia Feddersen

 

A consultora de estilo Claudia Feddersen relembra a importância de Diana Vreeland no perfil abaixo. A colunista, que faleceu há exatos 28 anosrevolucionou o jornalismo de moda, ao ocupar o cargo de editora da Vogue e da Harper’s Bazzar, as duas maiores publicações na década de 50-60.

Diana Vreeland (1906-1989)

Antes mesmo do DiaboVestir Prada, a exigente Diana Vreeland foi a Sacedortisa da Moda e do Estilo por mais de 40 anos. Seu talento para descobrir modelos, fotógrafos e estilistas, e também para revolucionar o jornalismo de Moda, colocaram-na no panteão das revistas Harper’s Bazaar e Vogue.

Filha de pai inglês e mãe americana, Diana Dalziel nasceu em Paris e mudou-se para Nova York aos oito anos de idade. Sem atributos de beleza, sofreu bullying quando pequena pois era constantemente comparada à beleza da mãe e da irmã. Inteligente, entendeu desde cedo que para ser reconhecida era preciso se destacar através da sua intelectualidade.

Casou-se aos 21 anos com o banqueiro Thomas Vreeland. Com a Queda da Bolsa de Nova York em 1929 e início da Grande Depressão, mudou-se para Londres onde começou um negócio de lingerie. Sempre em contato com a nata inglesa, viveu cercada de luxos e frequentou as melhores festas do British High Society. Em 1936 voltou a Nova York e iniciou sua carreira de Editora de Moda na revista Harper’s Bazaar, onde ficou por 25 anos. Em 1962, assumiu o cargo de Editora Chefe da revista Vogue. Apesar de ficar lá por apenas nove anos, Diana mudou radicalmente o mercado de revistas de Moda: além de estar aberta ao moderno, ao diferente, ao fora dos padrões e identificar novas tendências, ela dava crédito aos criadores e às criações em manchetes pertinentes na capa da revista, assim como em suas frases memoráveis.

Segundo o fotógrafo Richard Avedon (seu parceiro em editoriais), “Diana inventou o Editor de Moda. Antes dela eram apenas senhoras da sociedade colocando chapéus em outras senhoras da sociedade”. Anna Wintour, a atual editora-chefe da Vogue E.U.A. e o verdadeiro Diabo Veste Prada, sempre foi sua grande admiradora.

Através do seu trabalho na Vogue, ela eternizou ícones da moda como Cher e Twiggy, além de transformar em padrões de beleza mulheres consideradas “estranhas” como Barbra Streisand e Anjelica Houston.

Após sua saída da Vogue em 1971, Diana trabalhou como consultora do Metropolitan Museum of Art de Nova York, transformando-o no centro de referência de Moda dos Estados Unidos.

Frases icônicas de Diana Vreeland:

“Um pouco de romance, um pouco de esplendor, um pouco de luxo em nossa vida… é o que desejamos, não é??”

“Se você não se vestir bem durante a semana, é improvável que esteja bem vestida no sábado à noite”

Sexy é acreditar em você mesma.”

“O rosa é o azul-marinho da Índia”.

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