Garimppo + Casal Style

Por Beatriz Melo e Letícia Lamarca l Fotos: Divulgação

Para sua primeira coleção autoral, a Garimppo se juntou ao casal super estiloso Antonio SchubackBruna Novellino para desenvolver a coleção #casalstyle: sem gênero e cheia de influências dos anos 90. O Antonio é stylist do Dream Team do Passinho e esteve com a gente durante o Rio Moda Discute Internacional. Já a Bruna, é modelo e designer de produto (também foi ela quem criou o perfil @meunamoradostyle no Instagram). 

Conversamos com o Antonio para saber um pouco mais sobre a história por trás do processo criativo da #casalstyle, que também é a sua primeira coleção. Confira aqui:

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Rio Moda: Em tempos de colaborações, como surgiu esse encontro com a Garimppo? Você trabalha como stylist, sempre teve esse desejo de criar uma coleção sua?

Antonio Schuback: Por incrível que pareça, esse encontro surgiu da palestra que eu dei com vocês, no Rio Moda Discute! Eu e a Carol, dona da Garimppo, tínhamos uma amiga em comum que a levou para assistir a minha mesa de discussão. Logo depois da mesa, fui comemorar no Baixo Botafogo e ela foi junto. Uma semana depois, marcamos um almoço e ela me convidou pra participar desse projeto, que seria a primeira coleção autoral da Garimppo, e a minha também! Foi uma experiência incrível! Já tinha participado da criação de algumas roupas com o meu trabalho de stylist, mas era outro ritmo. Dessa vez, escolhemos os modelos, os tecidos, a paleta, pensamos no cliente da Garimppo, no que eu queria passar e no que eles queriam com a parceria, tudo junto! É bem difícil conciliar tudo, mas eu amei!

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RM: Como foi trabalhar com a Bruna, sua namorada? Vocês já estavam juntos no comando do @meunamoradostyle e, de repente, esse projeto virou uma coleção que brinca com o nome. Como foi dividir a criação com ela?

AS: Essa foi a melhor parte! Inicialmente, ia ser uma coleção só minha. Mas voltei de uma pausa que tivemos que dar no desenvolvimento com a ideia de trazer a Bruna e a arte dela do projeto, e as meninas da Garimppo amaram a ideia! O @MeuNamoradoStyle, projeto que ela me deu de presente, é algo que impulsionou muito a minha carreira, inclusive me colocando em contato com a pessoa que fez a ponte entre eu e a Carol. Não tinha como não ter ela junto, ela já estava junto, só faltava oficializar. O mais legal de criar com ela foi desenvolver as peças que customizamos a mão. Ali juntamos o que nós dois mais gostamos. Eu, a moda, ela, a arte. Pintamos todas as peças juntos e ela contornou todas depois. Deu trabalho, mas valeu a pena. Particularmente, essa peças são as minhas favoritas! Terminamos essa coleção com ideias para mais 20.

RM: Por último, queríamos saber sobre o processo criativo: de onde veio a inspiração, o conceito e a ideia de trazer roupas sem gênero?

AS: A criação foi feita em conjunto. Éramos eu, a Bruna e a equipe de criação da Garimppo (composta pela Carol, pela Alice e pela Lucia), que tinha bastante experiência de loja o do cliente da marca. No primeiro encontro, cada um levou um moodboard do que acreditava que deveria ser a coleção Casal Style + Garimppo. Não deu outra, todos os moodboards eram super coloridos! A gente, então, começou a juntar as referências uns dos outros e no final o conceito estava na nossa cara: Candy color e anos 90. Apesar de eu amar as estampas dessa época, resolvi fugir um pouco delas. Fazer a minha primeira coleção lotada de estampas era muito óbvio. Com o conceito definido, começamos a pirar no editorial. Montamos uma venda de garagem no jardim da casa da minha mãe, em Vargem Pequena, tudo com objetos que eu já tinha em casa. N’Sync/Hanson foram as referências para a minha caracterização, e Mel B foi para a da Bruna. Ainda montamos uma poolparty e tiramos fotos no Bob’s da região, que por sorte, tinha uma pegada vintage! Deu tudo super certo. Sobre as roupas sem gênero, eu não trouxe nada. As peças já estavam na loja, elas já vendiam. Uma era um colete jeans e a outra era uma calça estilo boyfriend. Desde quando calça boyfriend tem gênero?! A única coisa que fizemos foi recolorir as peças e aumentar a grade. De novidade, só a T-Shirt, uma peça que, convenhamos, foi criada para ser unissex. Pra mim, essa questão de gênero de roupa tá no passado. Moda é pra se divertir, se o zíper fechou e você está feliz com visual, tá pronto! É nisso que eu acredito, sabe? E tem mais, como eu ia fazer a minha primeira coleção sem sair desfilando ela por aí? Não ia rolar, né?

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