Branding Digital para Moda: Julia Perez, da Iorane, fala sobre a importância de influenciadores nos dias atuais

Por Alexia Chlamtac – Publicado em 18 de fevereiro de 2019 

Realidade há mais de dez anos, os influenciadores digitais ainda causam estranheza para algumas marcas. Para entender melhor sobre o assunto, entrevistamos Julia Perez, diretora executiva da Iorane, que participou do talk “Influencer Marketing – os influenciadores continuarão influenciando?”  falando sobre a relação entre marca e influenciadores nos dias atuais no último programa de Branding Digital para Moda.

Antes de tudo, é preciso entender que o novo formato de influência só é possível devido aos avanços tecnológicos da década passada, como a popularização da internet 2.0, que trouxe interatividade para a vida do usuário.  Além disso, atualmente, “chega-se mais rápido e com mais eficiência ao consumidor”, diz Perez. Para ela, essa velocidade também exige maior atenção das marcas, já que “a oferta torna-se maior, as pesquisas comparativas aumentam e a exposição do seu produto e marca também. É preciso cautela, agilidade, estratégia e plano de ação”.

É nesse cenário de maior competitividade que as indicações tornam-se ainda mais importantes e, para Julia, os influenciadores tornam-se uma estratégia muito eficaz para disseminação das marcas e ajuda a tangibilizar a experiência. A executiva acredita que o marketing de influência, “com toda a certeza, deixa a informação da moda mais democrática e acessível. A moda acompanha o comportamento humano e estamos em constante mudança”.

Foto: David Mazzo/O Globo

É a opinião do influenciador seu principal produto, de acordo com Perez. “Quando alguém dá uma opinião sobre um produto ou serviço, você realmente acredita que ele teve contato com aquilo, experimentou, viveu. A mente humana parte do princípio de que ninguém indica algo que não gostou”, completa. Além da credibilidade dos influencers, que de acordo com ela, equivale a recomendação de um amigo, eles têm melhor engajamento e conversão que artistas, que representam personagens. De acordo com pesquisa do Google Consumer Survey, de 2018, os grupos que mais influenciam a opinião das pessoas são família (43,1%), amigos (34,8%), jornalistas e notícias (19,1%), Youtubers (20%), Instagrammers (9,6%) e, por último, celebridades da TV (6,8%).

Ciente desse panorama, a executiva decreta que “os influenciadores hoje são mídia, mais um canal de comunicar o que se deseja. É preciso seguir este fluxo do comportamento humano e não ficar para trás”. Por isso, quando perguntada sobre os receios de algumas marcas adotarem esse tipo de estratégia ela diz que: “cada marca tem uma estratégia e, de fora, é difícil julgar. Posso falar com propriedade das experiências que tive e afirmo que sustentamos um crescimento nos nossos canais de venda em parcerias com influenciadores. Em algum momento, todas as marcas vão trabalhar direta ou indiretamente com este canal”, declara ela que, na Iorane, trabalha com influenciadoras como Thássia Naves, Silvia Braz e Marcella Tranchesi.


Para Julia, a partir do ponto em que chegamos, não há mais volta, ainda que o mercado esteja saturado: “este mercado está saturado assim como qualquer mercado está. Vivemos a era do muito, do exagero, do ego, do aparecer. E isso não vai acabar”, explica ela, que acredita que os melhores são aqueles se sobressaem, crescem e, por consequência, faturam mais. O que virá adiante, para ela, é incerto, mas “o futuro do influencer marketing é o que ele é hoje: business”, finaliza.

 

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